Em meio a um cenário econômico marcado pela inflação elevada, juros altos e instabilidades internacionais provocadas por conflitos no Oriente Médio e na Europa, o Dia Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas, celebrado em 27 de junho, ganha ainda mais relevância.
Mais do que uma data comemorativa, é um momento de reconhecer a força dos pequenos negócios na geração de emprego, renda e desenvolvimento social.
No Brasil, as micro e pequenas empresas representam cerca de 99% dos empreendimentos do país, respondem por mais da metade dos empregos formais e movimentam quase 30% do PIB nacional.
Por trás desses números existem famílias, sonhos e comunidades inteiras sustentadas pelo empreendedorismo.
A padaria da esquina, o mercadinho do bairro, a oficina, a lanchonete e o pequeno comércio fazem parte da rotina dos brasileiros e mantêm viva a economia local.
Valorizar os pequenos negócios é fortalecer as cidades.
Quando o consumidor compra de empresas locais, estimula a inovação, melhora os serviços, amplia oportunidades e contribui diretamente para a circulação de renda dentro da própria comunidade.
Ao mesmo tempo em que celebramos, é preciso fiscalizar e cobrar medidas concretas em favor do setor.
Um exemplo é a urgente atualização da tabela do Simples Nacional, sem correção desde 2018.
Se os valores tivessem acompanhado a inflação, o teto atual deveria estar em torno de R$ 9 milhões, e não nos atuais R$ 4,8 milhões.
A defasagem empurra milhares de empresas para regimes tributários mais pesados ou até para a informalidade, comprometendo empregos e reduzindo a competitividade dos pequenos negócios.
Atualizar o Simples Nacional não é privilégio. É justiça econômica. É garantir condições para que micro e pequenas empresas continuem gerando oportunidades, renda e desenvolvimento para o Brasil.
Celebrar esta data significa, também, manter-se atento, vigilante e comprometido com políticas públicas que fortaleçam quem empreende e produz diariamente em nosso país.



