Certo e errado

7 de maio de 2026
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O Brasil não vive um momento difícil, vive um momento crítico. Não se trata mais de preocupação. Trata-se de alerta máximo.

O custo de vida sobe, a inflação corrói e o juro sufoca. O crescimento… simplesmente não vem. O petróleo caro pressiona tudo. O crédito caro trava tudo. E o cidadão paga por tudo. Essa é a verdade.

As famílias estão endividadas. O consumo está travado. E o medo — sim, o medo — virou parte da rotina. Medo de não fechar as contas, de perder o emprego, de adoecer e não ter atendimento.

E enquanto isso…

Discutimos o acessório e ignoramos o essencial. Vivemos um país onde trabalhar é difícil, empreender é arriscado e prosperar… virou exceção. E o que faz o consumidor? Mudou.

Mudou porque foi obrigado. Ele compara, negocia e corta. A fidelidade acabou. O impulso morreu. Preço deixou de ser vantagem. Virou obrigação. Quem não entender isso… quebra. Simples assim.

O mercado não perdoa amadorismo, arrogância e quem vive de passado. 2026 não será o ano da espera. Será o ano da execução. Quem fizer melhor, leva. Quem hesitar, perde.

Entretanto, há algo ainda mais grave.

O problema do Brasil não é só econômico, é estrutural, moral e de gestão. Uma carga tributária sufocante. Políticas públicas ineficientes e uma cultura de desperdício que envergonha qualquer nação séria.

O resultado?

Um país que poderia liderar… sobrevivendo. Um povo que poderia prosperar… resistindo. E aqui está o ponto central:

Nós relativizamos- diminuímos a importância dos fatos, aceitamos e toleramos demais. Esquecemos do básico, do óbvio e do inegociável.

O certo é certo. Mesmo quando ninguém faz. E o errado é errado. Mesmo quando ninguém vê.

Não existe atalho para uma nação forte. Não existe prosperidade construída sobre omissão e não existe futuro sólido sem responsabilidade.

O Brasil ainda tem tempo. Porém, tempo não é garantia. Tempo é oportunidade. E oportunidade, quando ignorada… cobra preço. Um preço alto, coletivo e histórico.

Ou nós enfrentamos a realidade. Ou continuaremos sendo reféns dela. A escolha ainda é nossa…não por muito tempo.

Vitor Augusto Koch
Presidente da FCCS-RS

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