Tem solução!

12 de fevereiro de 2026
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Vivemos uma época de ruptura acelerada nos valores, na cultura e no comportamento social. O avanço da inteligência artificial convive com o enfraquecimento do pensamento crítico, enquanto a consciência individual cede espaço à acomodação e à repetição de narrativas.

No Brasil, a democracia sofre desgaste visível. A insegurança jurídica se aprofunda, decisões monocráticas em desacordo com a Constituição se multiplicam e não encontram resistência proporcional das instituições que deveriam zelar pelo equilíbrio dos Poderes. Benefícios e benesses são distribuídos sem critérios claros de necessidade ou mérito, comprometendo o erário e justificando aumentos contínuos da carga tributária. A verdade passa a ser relativizada para sustentar conveniências políticas.

A pergunta é inevitável: até onde isso pode chegar?

A Bíblia não se omite diante de governos opressores. Em Provérbios 29:2 está o alerta: “Quando os ímpios governam, o povo geme.” O Novo Testamento, em 2 Timóteo 3:1, descreve tempos difíceis, marcados por egoísmo, arrogância e desprezo pela verdade.

Deus condena o abuso de poder e a opressão dos fracos. Jesus advertiu que esses fatos ocorreriam, porém, não autorizou o medo nem a omissão (Lucas 21:9). Ainda assim, vemos práticas autoritárias até em ambientes que deveriam acolher, corrigir e orientar, transformando a fé em instrumento de controle e exclusão.

A Escritura é clara: nenhum opressor possui a bênção de Deus. “Importa obedecer a Deus antes que aos homens.” O mal não deve ser normalizado, tampouco silenciado. Como ensina Romanos 12:21, vence-se o mal com o bem, contudo, jamais com a conivência.

Nada ocorre por acaso. Há propósito até na adversidade. Porém, aceitar não significa se calar. O bom combate exige esclarecimento, coragem e compromisso com a verdade, expondo o que afronta as boas práticas e ameaça uma sociedade livre, justa e fraterna.

Há solução. Determinação, resiliência e convicção são indispensáveis para resgatar um país que respeite a liberdade, a dignidade humana e o Estado de Direito.

Vitor Augusto Koch
Presidente da FCCS-RS

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