Reforma estrutural urgente

12 de janeiro de 2026
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O Brasil atravessa um momento crítico de instabilidade política, econômica e fiscal.

 

Avaliações recentes da revista The Economist e de instituições técnicas nacionais convergem para um diagnóstico preocupante: isolamento internacional, perda de credibilidade e trajetória fiscal insustentável.

 

A política externa tem afastado o país das democracias ocidentais, enquanto a economia cresce apoiada em aumento de gastos e arrecadação, não em produtividade ou ambiente favorável aos negócios. Internamente, a situação fiscal se deteriora.

 

A Instituição Fiscal Independente (IFI) e o Ipea alertam que o atual arcabouço perdeu credibilidade e que a política fiscal tornou-se insustentável.

 

A dívida pública pode alcançar cerca de118% do PIB até 2035. Mesmo com carga tributária recorde — 35,1% do PIB — os déficits persistem. Gastos obrigatórios, como previdência, salários e benefícios sociais, avançam acima do limite permitido, comprimem investimentos e reduzem a capacidade do Estado de funcionar.

 

Mais de R$ 170 bilhões em despesas foram retirados das regras fiscais, corroendo a confiança do mercado. Programas sociais pressionam o orçamento de forma crescente, enquanto os juros permanecem elevados para conter a inflação, ampliando o custo da dívida e limitando o crescimento.

 

Sem reformas estruturais, o ajuste virá de forma abrupta, imposto pelo mercado, com alto custo social e econômico. Ignorar o problema agora significa aprofundar a crise no futuro.

 

O momento exige responsabilidade, profissionalismo e foco na gestão do Estado. O Brasil precisa substituir a politicagem por reformas sérias, recuperar a credibilidade e retomar um caminho sustentável de crescimento.

 

Vitor Augusto Koch
Presidente da FCCS-RS

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