O sinal de alerta está nas ruas, nos balcões e no caixa das empresas. Comerciantes relatam queda nas vendas e mudanças no comportamento dos consumidores. Para muitas famílias, a escolha já não é mais pela marca ou pela qualidade preferida, porém, pelo preço que cabe no orçamento.
Quando consumir deixa de ser uma decisão de preferência e passa a ser uma questão de sobrevivência financeira, algo precisa ser revisto nos rumos da economia. O resultado que aparece no comércio é catastrófico: redução do consumo, dificuldade de investir e insegurança de quem empreende.
A inflação corrói o poder de compra, os juros elevados encarecem o crédito e o endividamento compromete a renda presente e futura: é preciso compreender o que eles representam na realidade das pessoas.
Nesse cenário atual, preocupa a expansão de benefícios e despesas públicas sem a devida avaliação de sua sustentabilidade. Políticas sociais são necessárias para amparar quem precisa, entretanto, não podem servir de instrumento eleitoral nem ignorar a conta que ficará para o futuro.
O crescimento da dívida pública, a rigidez do orçamento e o peso das despesas obrigatórias limitam a capacidade do Estado de investir e responder a novas crises. Sem responsabilidade fiscal, o custo das decisões de hoje recairá sobre as próximas gerações.
O Brasil precisa enfrentar esse desafio com seriedade: controlar despesas, rever prioridades, estimular investimentos e criar condições para o crescimento sustentável. Equilíbrio fiscal não é um fim em si mesmo, e sim, uma condição para recuperar a confiança, ampliar oportunidades e preservar a capacidade de ação do Estado.
Chegou a hora de decidir que país queremos deixar aos nossos filhos e netos. Um país que perpetua a dependência ou que oferece condições para as pessoas conquistarem autonomia, conhecimento, trabalho digno e prosperidade? A assistência deve proteger quem precisa, sem substituir políticas que promovam emancipação e oportunidades.
O futuro não se sustenta com promessas, e sim, com escolhas responsáveis, coragem para corrigir rumos e compromisso com as próximas gerações. Leve isso em conta no dia 25 de outubro de 2026.
O tempo de reconstruir não é amanhã. É agora.
– “É tempo de viver coisas novas. Preparemo-nos.”
Vitor Augusto Koch
Presidente da FCCS-RS



