Fim da taxa das blusinhas gera impacto negativo para o comércio gaúcho

15 de maio de 2026
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Na avaliação da Federação das Câmaras de Comércio e de Serviços do Rio Grande do Sul – FCCS-RS o fim da chamada “taxa das blusinhas”, imposto de importação de 20% cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50, anunciado pelo governo federal no último dia 12 de maio, representa mais um item de perda de competitividade para os setores produtivos brasileiros.

 

– Essa é uma decisão que vai na contramão do que é preciso para incentivar o fortalecimento da indústria e do comércio do Brasil. A tributação ajudava a gerar e manter empregos e fazia o dinheiro circular na economia nacional. Com o fim da “taxa das blusinhas”, as empresas brasileiras passam a ter, novamente, uma concorrência desleal em relação as plataformas estrangeiras. E isso gera apreensão em toda sociedade – afirma o presidente da FCCS-RS, Vitor Augusto Koch.

 

O dirigente lembra que o segmento do comércio de itens como vestuário, calçados e acessórios vem sendo o responsável por manter as vendas aquecidas no país, e, com essa concorrência, terá dificuldade em manter esse cenário.

 

– Podemos prever um impacto significativo já nas próximas datas comemorativas do calendário do comércio,como o Dia dos Namorados e o Dia dos Pais. Isso dificulta ainda mais a recuperação do comércio gaúcho que vem enfrentando variações negativas consecutivas. Com essa medida os lojistas do estado terão que intensificar iniciativas como pacotes de produto”, campanhas de fidelização como os tradicionais “cash-back” e uma orientação para ofertas personalizadas, que procurem atender a especificidade do consumidor – pontua Vitor Augusto Koch.

 

O presidente da FCCS-RS avalia que somente considerando o volume de comércio da Shopee, Shein e AliExpress é possível esperar um “desvio de comércio” da ordem de R$ 15 bilhões no Brasil e R$ 1 bilhão no RS nos próximos doze meses.

 

– O modelo de isenção para compras estrangeiras gera uma vantagem competitiva artificial a produtos importados. Essa desigualdade tributária retira o fôlego do comércio local, arriscando a manutenção de milhões de empregos e a própria arrecadação que sustenta os serviços públicos – conclui Vitor Augusto Koch.

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